como um satélite girando ao redor da Terra...

25 Setembro 2006

Liberdade-ade

O mundo é uma máquina, uma máquina muito grande... Comandada por uma minoria muito esperta; movida por uma maioria obtusa... Apenas algumas [poucas] pessoas já se deram conta de algum dos programinhas ridículos e conseguiram sair deles; idealistas; vegans, freegans, comunistas, feministas, filósofos, pessoas que simplesmente não aceitam fazer parte da engrenagem desses programas e portanto estão acima dele, em algum aspecto. O mundo se baseia em programas cheios de leis, criados pelas próprias pessoas que de alguma forma influenciam neles, sem se dar conta disso... E tudo vai se interligando, até que viramos vítimas do nosso próprio julgamento. Pra ti se ver livre de algum programa, tu tem que, antes de mais nada, ter consciência dele. Eu acho talvez impossível existir alguém que tenha consciência de ‘todos’ os programas humanos... Portanto, impossível alguém ‘livre’ 100%. Eu falo de liberdade mental, psicológica; noção, consciência, e não factível. Porque as atitudes livres são conseqüências de uma mente livre. E Hoje em dia, as pessoas são limitadas tanto nas atitudes, quanto na cabeça...
Basicamente, ser livre é ser autêntico, independente de rótulos. "Definir é limitar."

Politicamente falando, ser livre é ser freegan. De todos os ‘conceitos’ de liberdade que já me apresentaram, este pareceu o único realmente merecedor da definição ‘liberdade’. Porque é uma forma extrema de boicotar o que se reprova, sem hipocrisia, sem tolerância ao sistema em nenhum aspecto. Sem aceitação hierárquica, sem baixar as calças agora pra compensar depois... É uma visão política de liberdade realmente ampla.

Espiritualmente falando, ser livre é ser cético. Não acreditar piamente no possível primeiro livro de ficção que nos apresentam, não absorver as crenças hereditárias, não ser tão passível a ponto de colocar a vida em função de ensinamentos milenares que no fundo da consciência sabemos não ter muito sentido.

Agora, moralmente falando... Acredito que ser livre não signifique apenas ‘não ter uma coleira no pescoço’. Muitas coisas nos limitamos a fazer mesmo sem ter ninguém segurando nosso braço, ou apontando uma arma pra nossa cabeça dizendo ‘não faça isso’. Isso significa ‘prisão psicológica’, ou moral, ou mental, ou conceitual. Algo que queremos fazer, mas nossa própria consciência não nos permite. Por quê? O tempo tem poderes incríveis de criar e impor conceitos na nossa cabeça... O que antigamente era costume comum na sociedade, passa a ser visto como padrão e, nas próximas gerações, como lei. E eu simplesmente creio que cultura é uma coisa, e razão é outra. Portanto, prender-se à dogmas é estagnação; ignorância.

Limites, limites... Limites desnecessários, imaginários... FODEM com a gente. Talvez a divisão da Terra em continentes/países foi feita apenas com a intenção de organizar o Planeta. Mas as conseqüências ultrapassaram esse ideal e hoje, como se pode ver, pessoas morrem pela rivalidade entre territórios, existe guerra por interesses ‘patriotas’. Será mesmo que existe algo de diferente na substância de um Africano e de um Americano? Será? Limites, limites... Essa imposição urbana polui a mente das pessoas. Eu costumo voltar pra dentro de mim; esquece o mundo, esquece a vida, o tudo! Eu, o céu azul, a paz, e de repente estou de frente com a REALIDADE [racional e invariável].

Os costumes variam, sim, evoluem. Pena que apenas na cabeça de alguns. O que as pessoas não se permitiam há alguns anos atrás, é tolerado por uma minoria LIVRE, hoje. Exemplo, o homossexualismo. O fato da minha avó ter nascido numa época/local onde não existiam homossexuais, fez ela crescer com a idéia de que homossexualismo é uma aberração, um erro vil, etc. Isso é um exemplo bem prático de prisão mental/conceitual.

Um dogma preconceituoso que predomina até hoje, impõe ao ser humano do sexo feminino um limite aos seus próprios interesses sexuais. É também conhecido como ‘machismo’, onde o homem que come é virtuoso, e a mulher que dá é puta. Uma garota ‘não pode’ admitir pra amigos, família, ou nem mesmo pra si mesma, um próprio interesse sexual... Simplesmente porque a cultura dos conceitos insensatos lhe limita a isso. É a prisão mental.

Eu penso que a liberdade mental pode ser encontrada apenas numa profunda reflexão solitária e pura, onde tu põe lado a lado os teus desejos, e os teus atuais ‘limites’, e reflete sobre o que realmente ‘é errado’ fazer. É preciso colocar-se acima de toda e qualquer lei, dogma, conceito, realidade, pessoa, vício, obstáculo. É preciso lembrar que antes de qualquer civilização, qualquer princípio, qualquer regra, existe um ser humano com interesses particulares e naturais: tu. É concluir que dar a b*** é tão ‘errado’ quanto comer uma b***; ou melhor! Não há NADA de ‘errado’ em fazer isso, TU NÃO TÁ PREJUDICANDO NINGUÉM! Tá apenas fazendo o que gosta e o resto do mundo QUE SE FODA. É concluir que beijar/namorar alguém do mesmo sexo é tão ‘errado’ quanto beijar/namorar alguém do sexo oposto; ou melhor! Não há NADA de ‘errado’ em fazer isso, TU NÃO TÁ PREJUDICANDO NINGUÉM! Tá apenas fazendo o que gosta e o resto do mundo QUE SE FODA. É concluir que andar pelado na rua é tão ‘errado’ quanto andar vestido; ou melhor! Não há NADA de errado em fazer isso, TU NÃO TÁ PREJUDICANDO NINGUÉM! Tá apenas fazendo o que gosta e o resto do mundo QUE SE FODA. É concluir que vestir certo tipo de roupa é tão ‘errado’ quanto seguir uma tendência; ou melhor! Não há NADA de errado em fazer isso, TU NÃO TÁ PREJUDICANDO NINGUÉM! Tá apenas fazendo o que gosta e o resto do mundo QUE SE FODA. E por fim, concluir que falar palavrão é tão ‘errado’ quanto seguir um padrão de ‘etiqueta verbal’; ou melhor! Não há NADA de errado nisso, TU NÃO TÁ PREJUDICANDO NINGUÉM! Tá apenas sendo tu mesmo sem limitar impulsos. Até porque PSEUDO-EDUCAÇÃO é coisa pra Rede Globo, que censura uma novela que diz "vagabunda" e no Carnaval exibe tetas e bundas sem nenhum constrangimento.

Eu tento a cada dia me desfazer de regras desnecessárias, creio que a maioria dos problemas mundiais se deva à elas. Não deixe que o mundo decidida por ti o que é ‘permitido’ fazer ou não, seja autêntico!!! Respeite tua singularidade, não siga padrões incoerentes... Não deixe que o medo, a vergonha, os limites estúpidos te impeçam de ser feliz... Olhe pro espelho e assuma, antes de mais nada, PRA TI, quem tu é. E o mundo que se adapte à ti, e não tu se adaptar à ele!

Mas existe uma regrinha que eu sigo, nessa minha busca pela liberdade mental...
"Minha liberdade acaba onde começa o teu prejuízo". Pense nisso!

2 críticas:

Anonymous GUi deixastes...

Clap! Clap! Clap!
Fastastico!

25/9/06 9:53 PM

 
Anonymous GUi deixastes...

Lisy pra vice presidenta!

25/9/06 9:54 PM

 

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