Vamos brincar de guerrinha?
Um dia você é convidado pra entrar pro Clubinho da Violência. Mas não é um convite assim tão simpático, pois não é você quem decide se entra ou não pra esse Clubinho. Você precisa estar preparado para entrar, ou para ser recusado. Num país hipócrita como o Brasil, o Clubinho da Violência se reduz a uma espécie de recreação para adultos regredirem aos tempos de infância, onde praticam várias atividades em grupos como brincar de escalar, se camuflar no meio do mato, nadar na lama, atirar ao alvo, caminhar em fila, falar frases bonitinhas, decorar gestos sem sentido e cantar músicas toscas enquanto correm. Mas o que mais se torna estranho na história é o fato de que ninguém paga para brincar. Na verdade, você é pago pra isso.
Há quem acredite que o Clube seja algo sério. Há quem acredite que ele seja ético, pacífico e oportuno. Ético, pois é apoiado pelo governo [ consideremos que o governo seja incontestavelmente ético ]. Pacífico, porque o comercial da mídia o diz ser [ consideremos que a mídia seja 17 vezes mais ética que o governo ]. E oportuno porque, mesmo que no fim seja a maior palhaçada, o integrante ganha dinheiro nessa peça. Na verdade nem todos os integrantes gostam das brincadeiras, mas o fazem simplesmente pela remuneração.
O Clube da Violência é um referencial de contradição. Embora os seus membros empunhem armas letais, ele diz-se existir "à serviço da paz". A sociedade acredita que ser um oficial do Clube, significa ter amor a pátria, honra, e senão isso, deve significar ao menos uma boa forma de ganhar grana. Pais miseráveis desejam ver seus filhos fardados, e filhos, desde moleques mau encaminhados, desejam entrar pro Clube um dia, aprender a dar tiros, se preparar para uma guerra, se especializar em "assassinar", aprender a sobreviver no mato e de quebra ganhar dinheiro. Apesar de o Clube existir em função de uma guerra hipotética [ lembre-se: guerra significa amor a pátria! ], os recrutas não ingressam idealizando executa-la. Na verdade, muitos [ ou a maioria ] deles já abandonaram o uniforme e os ensinamentos sem nunca tê-los usado na vida. A sociedade em geral, quando interrogada sobre, defende o Clube com "argumentos" do tipo "Mas eles não são violentos... ou você acha mesmo que vai haver guerra um dia?"; isso só prova que todo esse processo é em vão.
Em civilizações mais hostis, o Clube pode ser levado a sério. Ou seja, todo o treinamento dos seus membros é usado para a tal guerra. Lá põe-se à prova a habilidade de matar adquirida durante as aulas, e então o negócio não se resume apenas em brincadeiras. Os integrantes matam SIM; crianças, pessoas definitivamente inocentes, à interesse de apenas uma, ou pouquíssimas pessoas. Mas considerando a infantilidade/ingenuidade dos integrantes, deve-se saber que eles jamais se questionaram sobre a razão de estar ali, aprendendo tudo aquilo, pois isso interessa apenas ao governo que imprescindivelmente sairá ganhando algo no final - mesmo que pra isso milhares desses integrantes tenham que morrer.
O Clubinho da Violência pode compreender desfechos diferentes, dependendo do local onde se encontra. Ingressa-lo, freqüenta-lo e servi-lo pode significar uma brincadeira prazerosa a gratificante, ou a morte. Mas ele significa, em toda e qualquer circunstância, um ícone da estupidez, infantilidade e negligência humana; pois assim como toda criança não mede as conseqüências de seus atos, o ser humano já adulto, empunhando armas e aprendendo a matar, prova que continua tão irresponsável e cego para brincar de guerrinha e achar isso uma maravilha.
Ps.: crianças de verdade não ganham dinheiro para brincar...
CAPETALISMO É MORTE.
Há quem acredite que o Clube seja algo sério. Há quem acredite que ele seja ético, pacífico e oportuno. Ético, pois é apoiado pelo governo [ consideremos que o governo seja incontestavelmente ético ]. Pacífico, porque o comercial da mídia o diz ser [ consideremos que a mídia seja 17 vezes mais ética que o governo ]. E oportuno porque, mesmo que no fim seja a maior palhaçada, o integrante ganha dinheiro nessa peça. Na verdade nem todos os integrantes gostam das brincadeiras, mas o fazem simplesmente pela remuneração.
O Clube da Violência é um referencial de contradição. Embora os seus membros empunhem armas letais, ele diz-se existir "à serviço da paz". A sociedade acredita que ser um oficial do Clube, significa ter amor a pátria, honra, e senão isso, deve significar ao menos uma boa forma de ganhar grana. Pais miseráveis desejam ver seus filhos fardados, e filhos, desde moleques mau encaminhados, desejam entrar pro Clube um dia, aprender a dar tiros, se preparar para uma guerra, se especializar em "assassinar", aprender a sobreviver no mato e de quebra ganhar dinheiro. Apesar de o Clube existir em função de uma guerra hipotética [ lembre-se: guerra significa amor a pátria! ], os recrutas não ingressam idealizando executa-la. Na verdade, muitos [ ou a maioria ] deles já abandonaram o uniforme e os ensinamentos sem nunca tê-los usado na vida. A sociedade em geral, quando interrogada sobre, defende o Clube com "argumentos" do tipo "Mas eles não são violentos... ou você acha mesmo que vai haver guerra um dia?"; isso só prova que todo esse processo é em vão.
Em civilizações mais hostis, o Clube pode ser levado a sério. Ou seja, todo o treinamento dos seus membros é usado para a tal guerra. Lá põe-se à prova a habilidade de matar adquirida durante as aulas, e então o negócio não se resume apenas em brincadeiras. Os integrantes matam SIM; crianças, pessoas definitivamente inocentes, à interesse de apenas uma, ou pouquíssimas pessoas. Mas considerando a infantilidade/ingenuidade dos integrantes, deve-se saber que eles jamais se questionaram sobre a razão de estar ali, aprendendo tudo aquilo, pois isso interessa apenas ao governo que imprescindivelmente sairá ganhando algo no final - mesmo que pra isso milhares desses integrantes tenham que morrer.
O Clubinho da Violência pode compreender desfechos diferentes, dependendo do local onde se encontra. Ingressa-lo, freqüenta-lo e servi-lo pode significar uma brincadeira prazerosa a gratificante, ou a morte. Mas ele significa, em toda e qualquer circunstância, um ícone da estupidez, infantilidade e negligência humana; pois assim como toda criança não mede as conseqüências de seus atos, o ser humano já adulto, empunhando armas e aprendendo a matar, prova que continua tão irresponsável e cego para brincar de guerrinha e achar isso uma maravilha.
Ps.: crianças de verdade não ganham dinheiro para brincar...
CAPETALISMO É MORTE.


4 críticas:
Amor a patria lavado com sangue...
Uma das piores merdinhas que inventaram pra enganar as pessoas, e como sempre...FUNCIONA. Claro.
Ai, ai...Realidade inútil a que nós morremos vivos.
5/6/06 5:45 PM
This site is one of the best I have ever seen, wish I had one like this.
»
11/6/06 8:28 PM
Very pretty site! Keep working. thnx!
»
21/7/06 5:21 AM
I find some information here.
23/7/06 12:55 AM
Postar um comentário
Criar um link
« « «